A nova lei americana para os biocombustíveis

A íntegra da lei está no endereço http://www.govtrack.us/data/us/bills.text/110/h/h6.pdf
É enorme.

Na parte dos biofuels (veja TITLE II--ENERGY SECURITY THROUGH INCREASED PRODUCTION OF BIOFUELS, Subtitle A--Renewable Fuel Standard), a lei fixa volumes mínimos de biofuels, por tipo, a serem utilizados em cada ano. Em 2008, serão 9 bilhões de galões. A partir de 2009, a lei manda introduzir tipos específicos de biofuels e o volume de etanol de milho sai por diferença entre o total de biofuels e o mínimo de " advanced biofuels" (segunda geração de biofuels). A lei também prevê que o governo (sem o Congresso) faça revisões dos volumes caso haja indícios de que os volumes estabelecidos pela lei não serão atingidos.


O artigo "Ethanol carve-outs in the RFS" ressalta o efeito positivo da aprovação da lei, na medida em que mostra o compromisso do Congresso americano com o desenvolvimento das fontes alternativas de energia. Este artigo traz também uma tabela que ajuda a entender os números da nova lei.

O artigo do New York Times "As Ethanol Takes Its First Steps, Congress Proposes a Giant Leap" comenta a nova lei e as metas estabelecidas, de um jeito bem americano - quero dizer, colocando opiniões e dados a favor e contra a lei, diferente do Brasil, onde o/a jornalista normalmente escolhe um único lado.

O artigo usa alguns números na discussão. Em 2007: o consumo americano de etanol será de 7 bilhões de galões, substituindo 4% da gasolina consumida, volume superior ao programado pela lei de 2005; 20% da produção de milho está destinada ao etanol.

Sob a nova legislação, o etanol de milho deverá atingir 15 bilhões de galões em 2015 (resultante da diferença entre 20,5 bilhões de galões de biofuels e 5,5 bilhões de "advanced biofuels" estabelecidos no texto da nova lei), 24 bilhões de galões em 2017 e 36 bilhões de galões em 2022. Os advanced biofuels deverão chegar a 9 bilhões de galões em 2017 e a 21 bilhões de galões em 2022.

Aaron Brady, um especialista em etanol da Cambridge Energy Research Associates estima que para o cumprimento das metas estabelecidas sejam necessárias mais que 100 novas plantas produtoras de etanol de milho e no mínimo 200 novas plantas de outros combustíveis de biomassa - número que pode ser superior dependendo do desenvolvimento tecnológico. A referência do passado é mencionada no mesmo artigo, que cita a Renewable Fuels Association como fonte: com a lei de 2005, o número de destilarias cresceu para 134 em 2007 (de 81 em janeiro de 2005) e as plantas em construção ou expansão atingiu 77 em 2007 (de 16 em 2005).

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